
Em 10 anos, Incor registrou 17,4% de atendimentos de infarto em pessoas na faixa dos 50 anos Nos últimos dez anos, 17,4% dos atendimentos de infarto do miocárdio feitos pelo Instituto do Coração (Incor) relacionam-se a pacientes na faixa dos 50 anos, conforme estatística realizada pelo hospital. Nesse período, foram atendidos um total de 2.751 infartados, dos quais 479 dentro dessa faixa etária. O diretor da Unidade Clínica de Coronariopatias Agudas do Incor HC/FMUSP, José Carlos Nicolau, destaca que o infarto leva a uma parada cardíaca e que, quando ela acontece, é fundamental que a vítima seja atendida rapidamente. “Em alguns casos é possível reverter o quadro. Quando o atendimento é feito prontamente, diminuem-se os riscos de lesão cerebral”, informa. Nicolau explica que o coração funciona como uma bomba de ejeção de sangue para todo o corpo. Quando ele se contrai, distribui sangue pelas artérias e ao se dilatar, traz o sangue de volta para dentro de si pelas veias. Quando o coração para de funcionar, há um quadro de parada cardíaca, que se constitui na interrupção de sua função de bomba, inviabilizando a circulação do sangue pelo organismo. “Além de fazer com que o sangue circule pelo corpo, o coração também precisa de sangue para o próprio funcionamento. Quando há obstrução de um vaso que alimenta o órgão, a região relacionada a esse vaso pode morrer. Isso é o infarto do miocárdio do coração, que é a causa mais comum de parada cardíaca”, explica. Além do infarto, há outras causas que podem levar à parada cardíaca, como insuficiência cardíaca em fase terminal, embolia pulmonar, arritmia cardíaca congênita, entre outras.

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