
Uma dor em aperto, atrás do esterno, osso do meio do peito. Essa é, em geral, a queixa relatada pelos pacientes atendidos com quadro de angina do peito, relata o especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia , Luiz Carlos de Oliveira. O médico explica que a dor é provocada por um aporte insuficiente de oxigênio para o coração, decorrente de um estreitamento das artérias coronárias provocado pela formação de placas de gordura. É um aviso de que as coisas não andam bem no coração já que essas placas podem facilitar a formação de coágulos de sangue nesta região causando sua obstrução total e, em consequência ,o infarto do miocárdio. Segundo Oliveira, a dor pode ser desencadeada por um esforço físico que melhora com o repouso. Hoje em dia, a angina do peito e o infarto do miocárdio guardam uma relação com o estilo de vida da pessoa, tendo como fatores de risco mais importantes o aumento do colesterol e suas frações, a pressão arterial elevada, o tabagismo e o diabetes . Outros fatores que predispõem a pessoa ao aparecimento dessas duas doenças são a obesidade, a vida sedentária , fatores genéticos e o estresse. Este último vem, cada vez mais, desempenhando um papel relevante na sociedade contemporânea para o estabelecimento da doença. “A angina é uma situação intermediária, que precede o infarto”, explica. Na presença de desconforto no peito, o paciente deverá procurar, imediatamente, apoio de um serviço de saúde e, em seguida, fazer acompanhamento com seu médico de confiança. Exames como eletrocardiograma de repouso e de esforço, dosagem do colesterol e suas frações, glicemia de jejum e outros a critério do profissional indicarão o tratamento mais adequado. Contudo, a mudança no estilo de vida, a interrupção do tabagismo, o controle dos níveis de colesterol, do diabetes, da hipertensão arterial, a redução do peso, o incremento da atividade física supervisionada e uma dieta alimentar adequada são imperativos. “O tratamento psicoterápico ou psicanalítico, muitas vezes negligenciado, é fundamental na abordagem de um paciente cardíaco”, acrescenta Oliveira.

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